Bicicletada Recife – maio 2011

Porque pedalar é emocionante, é humano, é radical, é revolucionário… e fácil!!!

Dentro de alguns dias, mais uma vez, pessoas de todas as cidades do Grande Recife poderão comparecer à grande celebração das ruas. Simbora pra Bicicletada!

Não há sensação melhor que o vento no rosto, que a nova perspectiva que o pedalar proporciona, passar pelos carros parados no trânsito e sorrir amigavelmente, como quem o convida a construir uma cidade mais humana, mais igualitária, mais justa, mais divertida!

Não há algo mais belo que uma pessoa em uma bicicleta. A bela subversão movida por correntes, arroz, feijão e carne de sol!!!!

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O ponto de encontro da Bicicletada é o coreto da praça do Derby, ao lado da agência do Banco Bradesco. Sempre tem alguém a partir das 18h, preparando bandeirolas, enfeitando bicicletas, interagindo com os novatos, com música ambiente em uma bike-som, entregando panfletos e muito mais.

stencils com temas ligados à bicicleta que podem enfeitar sua camisa, basta apensar levar uma camisa de cor clara e colocar a mão na massa.

O percurso é tranquilo e o ritmo é acessível a qualquer pessoa em transportes movidos à tracão humana. Ou seja, patinadores, skatistas de qualquer idade podem e devem participar!

Apareçam e chamem mais uma pessoa que pedale, patine, ande de skate!!!

Mais info, acesse www.bicicletada.org/recife ou siga nos em @bicicletada_rec

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Pedalando em silêncio, em luto e por mais respeito

Por Lucio Flausino Dias Junior

No último domingo, mais uma ciclista foi vítima da violência no trânsito do Recife.

A morte de Sandra Lúcia em Boa Viagem foi mais uma das mortes, que ainda são desconhecidas ou chamam pouca atenção em uma sociedade que parece encarar anestesiada, o impacto da violência no trânsito sobre a morte, principalmente de pedestres e ciclistas, mas também de motociclistas e motoristas.

Os problemas de trânsito tem seu componente de exclusão social bastante acentuados em casos como este no bairro de Boa Viagem. As comunidades, próximas a uma das áreas mais ricas da cidade, possuem uma via expressa que dificulta sua mobilidade. Via expressa, porque a avenida onde aconteceu o acidente é o caminho natural de uma das obras viárias mais controversas em curso no Recife – a Via Mangue, que pretende rasgar o mangue, criando uma via expressa ligando o centro do Recife à zona sul da cidade e região metropolitana numa via expressa sem semáforos, com velocidade de 60Km/h. Com a avenida iniciando-se imediatamente após o final da futura Via Mangue, o processo de isolamento das comunidades tende a acentuar-se, indo além dos carros velozes que ignoram a situação de pobreza na área e do canal que corta o bairro.

Porém, esse acidente não foi o último, nem no Recife, nem em outras cidades de outras regiões ou países. A fragilidade presente no conjunto quase simbiótico entre ser humano e motorista é um alvo fácil para mostoristas imprudentes e desrespeitosos, que impõem uma dinâmica de violência nas ruas, desumanizando as cidades.

Em 2003, Larry Schwartz é morto, ao ser atropelado por um ônibus escolar na cidade de Dallas, nos Estados Unidos. Inconformado com a morte do amigo, Chris Phelan, tem uma ideia de organizar um passeio em memória da morte do amigo e para chamar a atenção para ciclistas que pedalam pelas cidades. Usando a propaganda boca a boca e muitos contatos, em 10 dias,  mais de 1000 ciclistas atenderam ao chamado para o primeiro Ride of Silence [Pedal do Silêncio, em tradução livre].

Nos anos seguintes, o passeio, caracterizado por ciclistas em trajes brancos ou faixas pretas em memória de ciclistas, condutores de veículos não-motorizados e pedestres aumentava, tanto na cidade onde se iniciou, espalhando-se pelos E.U.A. e outros países. Até chegar em 2008, com a participação de quase 8000 pessoas, em 296 cidades, em 18 países.

A necessidade de chamar atenção para cidades mais humanas é válida e trouxe a tona a revolta das pessoas em cidades onde o automóvel dá a dinâmica de espaços onde as pessoas estão cada vez mais segregadas e distantes umas das outras. O Ride of Silence é mais uma dessas manifestações, onde se mostra aquilo que a cultura do automóvel teima em esconder: a vida – frágil que há fora da redoma de metal.

Fonte: Vá de bike (http://verd.in/zdg7) - Memorial em homenagem à ciclista Márcia Prado, morta em 2009, em São Paulo. Clique na imagem para ampliá-lo

O Pedal do Silêncio – Recife 2011, acontecerá pela primeira vez aqui, contando com a participação de ciclistas, patinadores e quem mais estiver interessado em participar em memória e luto, mas também celebrando a vida e o respeito no trânsito.

Clique na imagem para ampliar

SERVIÇO

PEDAL DO SILÊNCIO – RECIFE 2011

DATA: 21 de maio [Sábado]

LOCAL: Praça do Derby

HORA: 8h00 [concentração]/10h00 [saída]

ATIVIDADES: Pintura de stencils em camisas, passeio ciclístico em silêncio

RECOMENDAÇÕES: Use roupa branca ou uma tarja preta, passeio recomendado para qualquer pessoa, com ou sem experiência, levar alimentos, água, roupas para as vítimas das chuvas do início de maio na Zona da Mata sul.

DURAÇÃO: Cerca de 1 hora.

MAPA: http://goo.gl/maps/kRVG

Informações:

 http://www.rideofsilence.org/main.php – Site do Ride of Silence [inglês]

http://ghostbikes.org/ – Site do Ride of Silence [inglês]

http://bicicletada.org – Site das Massas Críticas no Brasil [português]

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Bicicletada Recife – abril 2011

 

Quando foi feito o cartaz da Bicicletada, o mote que guiou a arte feita por Raísa era uma referência ao início da estação chuvosa no nordeste, particularmente no litoral, período de maior precipitação do ano. É também um brincadeira-reflexão ao momento otimista vivenciado pela galera que pedala em atividades cotidianas, passeia, ou compete de bicicleta e mora na Grande Recife.

Prestes a Bicicletear por aí...

Cada dia que passa, há mais e mais relatos sobre pessoas que querem comprar uma bicicleta nova ou de mais e mais pessoas entusiasmadas com a proposta do Movimento Bicicletada e querem participar. Dessa vez, além de chover ciclistas na última sexta-feira de abril na praça do Derby, choveram alguns patinadores de um grupo que organiza passeios. Todos afinados com a proposta, apitos em punho, gargantas a postos, camisas pintadas com stencils, bandeiras presas nos quadros e muita animacão, partiu a Bicicletada Recife em mais uma noite de chamar a atencão e reflexão.

"Menos carro, mais bicicleta, mais patins" foi gritado em Recife

O bom momento vivido pelo interesse crescente das pessoa em participar da Bicicletada e chamar a atenção por cidades mais humanas, por menos deslocamentos motorizados e mais deslocamentos humanizados está conseguindo passar sua mensagem agregando mais e mais pessoas, não so ao movimento mundial do fim do mês, mas na articulação para driblar o modelo de cidade que nos foi imposto, a superacão do paradigma rodoviarista.

O percurso como sempre foi tranquilo, pelas principais avenidas do centro do Recife, num horário em que não havia tanto engarrafamento, pois este havia sido trabsferido, enquanto motoristas fugiam da chuva que inundava as ruas de manguezais impermeabilizados, asfaltados com muita promessa de progresso que não vingou e deixou suas marcas, sentidas nas pessoas que enfrentavam as chuva para voltar para casa nos ônibus em vias de valorização. Algumas pessoas já apontam para os malucos que passam gritando “Mais adrenalina, menos gasolina”, outras sorriem, um ou outra acena e complementa o grito que vara a noite ecoa nos novos e velhos prédios da Boa Vista.

Num percurso de cerca de 9,0 Km (veja o LINK), belas paisagens, monumentos históricos, animação sobre 2 rodas ou 8 rodinhas, intervenções boêmias [viva o Bar Central e rua Mamede Simões!], todos compensavam a ausência pontual do bike som, gritando, apitando rindo bastante.

Ao final, mais um passeio de sucesso, abençoado com as lágrimas de São Pedro. Dessa vez, felizmente depois da Bicicletada, foi chuva de verdade e chuva de bike, pedalando na chuva para comemorar mais um dia de um movimento glorioso.

E viva a Bicicletada Recife!

Galera posando pra foto, antes de festejar a rua

Por: Lucio Flausino Dias-Junior

*O vídeo da Bicicletada do início do post foi filmado e editado por André Hora

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“O mundo implora: compre uma bicicleta”

Há alguns dias atrás, a Clara D’Almeida enviou para a lista da Bicicletada esse texto, escrito por Douglas Tedesco, disponível no site Recanto das Letras. O texto é interessante pela singeleza com que faz o apelo para cidades mais humanas e melhores relacionamentos quando pedalamos.

Leia e comente dizendo o que achou.

O mundo implora: compre uma bicicleta


Ontem, um carro na esquina de lá de qualquer casa no alto vazio de uma colina atropelou uma menina de mais ou menos 80 anos… Ela morreu e poderia ter sido você. E quantas coisas dessas desencadeiam palavras soltas, desencadeiam outros tantos acidentes de percurso, de quem não consegue chegar ao objetivo… Pobre velhinha de oitenta anos, tinha tanto para viver. E eu que tenho muito mais também me preocupo. Tenho? Quem sabe… Talvez eu passe por aquela esquina, por que estas coisas acontecem, às vezes sem por que mesmo, nós passamos por estas esquinas. Mesmo que não tenha nada para ver lá, que não tenha nenhum conhecido pra se visitar, nós iremos. Então não jure, não prometa, mesmo que sem motivos, poderemos ir! Quem é que sabe o dia de amanhã? Quem é que sabe onde estará daqui um segundo? Tá bom, daqui a dez… Podemos estar bem longe daqui a dez, porque andei contando meus passos, e dou um a cada segundo, e dez passos te levam tão longe… Mas numa noite assim bem louca depois de ver filmes, e no caminho de alguma balada, boas esquinas podem aparecer, e elas aparecem só para nos ver, pra que também a vejamos e saibamos o cada um contém. Então o mundo implora: compre uma bicicleta, porque bicicletas não atropelam velhinhas de oitenta anos, se atropelarem machucam menos, e as feridas não formam casquinhas pra se ficar tirando depois que não tiver mais nada para fazer… Compre uma bicicleta porque as bicicletas não poluem, elas andam é com as nossas pernas, ou será que nossas pernas é que andam com elas? As bicicletas não param no sinal, elas não dão sinal, elas são sinal de nada, uma bicicleta é tão inocente que quando você cai, quase morre de rir! Nos carros você os machuca, você se machuca. E tudo o que é de duas rodas funciona melhor, tudo que é dois é bom: os namorados apaixonados têm que ser dois, a vida sozinha é uma só, com alguém são duas… Um livro bom são você e ele, sem ele você é um só sem nada pra ler, um papel e uma caneta, que dupla perfeita, um ator e uma personagem que cara metades, um céu e um mar, é no mínimo para amar. Então por favor, pelo seu biscoito favorito, pelo almoço de domingo, pela obra esperada encontrada a preço de banana num sebo: tenha uma bicicleta (com duas rodas lembre-se que tudo de dois é melhor) se não tiver compre, e ande! Convide alguém para andar, aí então suba as colinas, ajude as velhinhas, pare em frente às residências de muro alto e aperte a campainha pra depois sair correndo, seja cínico e se te pegarem jure até a morte que não foi você, porque você não sabe onde estará daqui a três segundos, ta bom, treze segundos. As bicicletas molham com a chuva, deixam você se molhar, deixam também o sol secar… ah, o sol, o rei é bem visto do banco de uma bicicleta, e foi comprovado que o sol e sua vitamina D e luminosidade natural nos dá mais energia e faz sorrir, e a chuva é H2O, hello baby, você sabe o que o H2O faz. E se você escorregar alguém vai te ajudar, é social, é mais humano, bicicletas são tão humanas! Elas falam quando estão em movimento, elas são o começo e o fim da humanidade! Hitler morreu pensando numa bicicleta; Mussolini, Gandhi, Tereza de Calcutá, São Pedro, Mata Hari, Evita Perón, Lady Diana, Betinho… Seriam tão mais felizes se tivessem uma bicicleta, porque as bicicletas contém altas doses de serotonina. Você anda e chega cansado, e quando chega em casa reclama que está cansado, então alguém lhe faz carinho (alguém, lembre-se que tudo de dois é melhor) e você fica bem! Meus parabéns porque você tem uma bicicleta. Todos os executivos e suas malas arquivos, as atrizes pornôs e seus acessórios obscenos, os ditadores e sua ira, os nerds e suas mochilas, as patricinhas e os seus casacos rosa, as donas de casa e seus brincos de bijuteria, as cabeleireiras e seus bobs recém comprados, todos têm espaço no mundo das bicicletas! Ele é singular, alternativo e democrata, a bicicleta foi projetada exatamente pra esse tipo de gente. Funciona assim: Você tira a bicicleta de onde ela está, coloca o seu bumbum (no caso de ser você mesmo) no banco, também conhecido como “selim” (as bicicletas são tão amadas que seus bancos têm apelidos fofinhos) e sem haver nada na frente coloque os seus pés (no caso de ser com você mesmo a experiência) nos pedais (se reparar bem, a palavra pedal só pode se referir a pé, pois começa com “pe”, repare bem e me dará certeza), coloque as mãos no guidon (nome estranho mas é como se fosse o volante do carro, mas esqueça o carro, pense só no exemplo, o guidon vem do “guia-dom”, porque todas as pessoas que usam bicicletas tem o dom de guiá-las) e siga, colocando força nos pés que estão nos pedais, olhe para a frente, não tire as mãos do guidon e pedale (ato de fazer força com os pés nos pedais para que a bicicleta continue em movimento) e dentro de pouco tempo sua vida irá mudar, você sentirá a diferença, é muito melhor do que ler um texto idiota, porque nesse momento você não está fazendo isso, ah imagine! E tudo o que você precisa é de uma bicicleta, elas são os veículos do futuro, as armas do novo milênio que nos livrarão dos males, extraterrestres e legiões de atrizes pornôs com acessórios que estão por vir. Nas bicicletas você encontra moradia, desde que haja um lugar, uma cobertura sobre ela, aí entra o lado social, a convivência humana (e duas pessoas podem morar numa mesma bicicleta, pois existe o bagageiroe não se paga aluguel, e ela irá aonde você for, é prática e lhe deixa ver o sol, viver ao ar livre como um bom homem do campo, e seu sonho, a base de todas as suas vontades é ser um homem do campo, e para nada mais faltar, um bom homem do campo com uma bicicleta! Numa sociedade secreta as bicicletas discutem o bem da humanidade, sua escravidão de terem que ser vendidas nas lojas, mas são humanas e aceitam essa submissão, não perdem orgulho e seu real valor por isso, planejam os tombos que irão dar em seus donos, decidem quando vão estragar, e até mesmo quando vão sumir, são todas essas táticas necessárias para que não haja desequilíbrio ecológico, escassez de alimento e água, extinção das espécies, inclusive a delas. E sabem por que dizem que os orientais são o povo mais sábio do mundo? Porque cultivam esse bem, a bicicleta! E qualquer um pode ser feliz com a sua, você e a bicicleta, lembre-se que tudo de dois é melhor, as pessoas vendo você feliz, sentirão vontade de ter também a sua bicicleta, e essa corrente se abrangerá por todo o universo, fazendo um planeta terra saudável e sobre duas rodas, lembre-se que tudo de dois é melhor! Reflita, se todas as idéias fossem simples assim, se o mundo dependesse de coisas boas tão comuns… quem sabe um dia… é só você comprar sua bicicleta!

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Homenagem à MÁRCIA PRADO

Uma sacada genial da Carol (@lentesuja) que tá passando uns dias em SP… Uma homenagem muito significante, que demonstra um pouco das conexões entre as BICICLETADAS do Brasil e do Mundo!!!

Postado por enio PAiPA

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Bicicletada Recife – abril 2011

Em abril vai chover… BICICLETAS em Recife!!!

Venha também fazer parte dessa enxurrada divertida e crítica por mais bicicleta = menos carros, menos engarrafamento, menos alagamento, mais bom humor!!!!

A Bicicletada voi rolar, faça chuva ou dilúvio!!!

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Data: 29 de abril de 2011
Hora: 18h
Onde: Coreto da praça do Derby [ao lado da agência do Bradesco]
 

Para mais informações:

Acesse a página da Bicicletada Recife: www.bicicletada.org/recife

Marque presença no nosso evento no Facebook ou no Orkut

Siga-nos no Twitter: @bicicletada_rec

Ou compartilhe esse post na rede e ajude a ter uma Recife com mais amor e menos motor! E menos alagamento!

Por Lucio Flausino Dias Junior

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De carona no SESC Pedalando pela Paz 2011

Para quem aguardou ansiosamente pelo passeio ciclístico organizado pelo SESC/PE, ocorrido no último domingo [17], teve muitas surpresas.

Ao chegar na praça do Campo Santo, em frente à unidade Santo Amaro do Serviço Social do Comércio [SESC], ciclistas das mais variadas cores, adereços e classes sociais aguardaram a saída do passeio, tendo à disposição a gama de serviços médicos, nutricionais e artísticos oferecidos pelo SESC.

Porém, a grande surpresa que as centenas – cerca de 500 pessoas de ciclistas tiveram foi a chuva, que enganou a todos aqueles que saíram de suas casas num belo início de manhã de domingo, que serviu como um elemento surpresa, dando um toque original, diferente da maioria dos percursos feitos sob sol a pina. Além disso, momentos de emoção e diversão ocorreram ao longo de todo percurso, com lama, alguns escorregões e quedas. Sempre sem graves consequências e acompanhados da solidariedade alheia e muitos sorrisos, inclusives dos que caíram.

Pedaleiras semipeladas se pintam

A “carona” da Bicicletada Recife acoteceu durante todo o passeio: na concentração, a ideia de realizar um intervenção, com ciclistas em trajes de banhos chamou a atenção e empolgou os demais participantes, a também fazer stencils em suas camisas, ou decorando suas bicicletas; ao longo do passeio, com a animação de apitos, gritos de guerra “mais amor, menos motor” e “quem gosta de bicicleta dá um grito!”, sempre acompanhados da manifestação de todos os participantes, seja ajudando em uma ou outra queda, ou conflito com motoristas [leia abaixo]. Em vários momentos, a organizacão do SESC informou aos participantes do endereço do site da Bicicletada Recife para quem quisesse entender melhor o que estava ocorrendo naquela manhã nublada.

Mais amor, menos motor!

Porém, alguns problemas também foram observados ao longo do passeio, como a pouca organização dos guias durante o trajeto percorrido. Em passeios como o “Pedalando pela Paz”, a presença de guias é importante para manter a coesão dos ciclistas, evitar atritos com motoristas, segurando os automóveis em cruzamentos, impedindo acidentes. Em alguns momentos, os batedores concentravam imdiatamente atrás da frevioca que puxava o passeio [veja vídeo aqui] e um número insuficiente  ao longo do passeio, fato que culminou com alguns problemas como a divisão dos grupos, um ciclista que foi atingido de leve por um carro em um cruzamento [veja vídeo no fim do post] e um ônibus que quase invade o “Pedalando” na rua da Aurora. Nesses momentos, não houves fatos lamentáveis ou danos a nenhuma das partes – muito disso, se deve a intervanção de participantes da Bicicletada intervindo, ajudando os acidentados ou conversando com motoristas, fazendo às vezes dos batedores ausentes nesses momentos.

No geral, apesar dos imprevistos, a VII edição do Pedalando pela Paz teve momentos que serão guardados na história de todos os que participaram. Além da participação de todos aqueles que desejam mostrar que bicicleta é mais do que meio de lazer, é meio de tranporte seguro, saudável e capaz de alegrar as pessoas. Por esse ponto de vista, a observação de um ciclista, de que “A precipitação de hoje nada mais é do que a emoção de São Pedro em ver tanta gente pedalando e animada” faz sentido.

Parabéns a todos e todas que semipelados ou não, contruibuíram, mesmo que por algumas horas, por mais bicicletas em Recife.

Adrenalina, suor e água.

Vídeos:


Relato de atropelado por carro durante o passeio
 
Pedalando pela Paz 2011, por Tomaz Lemos 

Por Lucio Flausino Dias-Junior.

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