Ciclovia com problemas antes de ser inaugurada

Matéria publicada no Diário de Pernambuco, dia 21 de Novembro de 2010.

Juliana Colares

Buracos, desníveis e muitos entulhos na via para bicicletas que compõe o projeto da Avenida Norte

No meio do caminho não tinha só uma pedra. Tinha buraco, desnível, lodo, parada de ônibus, porta de geladeira e até um contêiner de papa-metralhas. Mais de dois anos após o início das obras de requalificação da Avenida Norte Miguel Arraes, a ciclovia ainda nem foi concluída e já virou um amontoado de problemas. Em alguns trechos, a via para as bikes, que já é curta, desaparece. Em outros, vira estacionamento. Nem dá para pôr toda a culpa no motorista folgado. Ao longo do percurso, de cerca de 1,3 Km, só há uma placa indicando que trata-se de uma ciclovia. E ela fica bem no comecinho, na esquina com a Avenida Artur Lima Cavalcanti (continuação da Rua da Aurora). No restante, nem isso.


Vazamento de tubulação levou água suja para trecho logo após a Cruz Cabugá. Mais à frente, contêiner impede trânsito Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A press

É justamente próximo à placa que a ciclovia está melhor conservada. As faixas e o meio-fio estão pintados e a qualidade do piso não deixa tanto a desejar, apesar dos desníveis e desgates aqui e ali. Mas alegria de ciclista dura pouco. Cerca de 200 metros após o início, a ciclovia acaba. Subitamente. Dá lugar a uma parada de ônibus, recomeçando em seguida. E se o ciclista quiser continuar o passeio e cruzar a Avenida Cruz Cabugá em direção ao subúrbio, outro obstáculo. No meio do caminho, também há um cemitério, o dos Ingleses. O jeito é contorná-lo, cruzar a via. ´Não existe continuidade. Eu fui seguir a ciclovia e atravessar a Cruz Cabugá, quando vi que do outro lado tem uma vala`, disse o criador dos sites Pedalando em Recife e Pedalando e olhando, Rogério Leite. Mas é na hora de enfrentar a segunda parte da via para bicicletas, de cerca de 900 metros, que a tarefa fica realmente árdua e, em alguns pontos, perigosa.

Cem metros após a Cruz Cabugá, o primeiro problema. O vazamento de uma tubulação levou água suja para a ciclovia. As opções para o ciclista são poucas e ruins: correr o risco de se sujar passando pela água, trafegar pela rua ou, o que é mais aconselhável, descer da bicicleta e andar pelo trecho destinado aos pedestres. E é melhor nem voltar a montar na bike. Poucos metrosà frente, um contêiner de papa-metralhas toma a via de uma calçada à outra. E não é só isso.

Logo adiante, a ciclovia deixa, novamente, de existir. A Prefeitura do Recife ainda não terminou o trabalho de demolição dos imóveis para a finalização do projeto de requalificação da Avenida Norte e, consequentemente, da ciclovia que é, novamente, reiniciada, terminando aos pés do viaduto que cruza a Avenida Agamenon Magalhães.

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