Para inspirar as ações em Recife

Esse post é muito interessante.

By Andy Singer

By Andy Singer

Foi publicado aqui http://namedidadohumano.blogspot.com/2009/01/guia-para-bombar-bicicletadas.html e tem uns comentários de como foi se estruturando a Bicicletada de Sampa.

Fazer uma bicicletada todo mundo já sabe. Quem não sabe basta navegar na página da bicicletada ou ler o Apocalipse motorizado (tanto faz o livro ou o blog). Agora a questão que parece mais urgente é “como bombar uma bicicletada?”

A experiência de Sampa foi bacana e segue como referência. Lembrando que uma referência é apenas uma referência, um exemplo, não quer dizer que basta copiar, é só um caso de sucesso. [Característica importante. São parâmetros passíveis de avaliação pelos participantes]

Pensando nisso resolvi juntar algumas memórias sobre aquela época romântica em que éramos menos de vinte. Essa é a minha visão da coisa e estou expondo ela aqui para que outras pessoas à critiquem e possamos aprender mais sobre o assunto. Talvez até criemos algum documento com toda nossa expertise.

1 – Se não for divertido para você, não faça!!! Se você está perdendo o tesão pela coisa tem que escolher entre duas opções: leve coisas divertidas para dentro da bicicletada ou não participe mais. [Opa! Acho que a reunião da quarta tocou um pouci nesse ponto.]

2 – O sentimento de fazer parte, de encontrar pares é o que mais motivava as pessoas a voltarem. Pessoas que aparecem pela primeira vez tem que ser muito bem recebidas. É preciso ir até elas, se apresentar, conhecê-las, mostrar pra elas que aquilo pode ser tanto delas quanto já é de quem já está. [Essa observaçã é interessante, pois nunca organizamos uma recepção pensada para os novatos. Poderíamos aplicar isto na reunião de esclarecimento antes da Bicicletada ou manter no dia, com discussão ampla com os novatos, apresentando a Bicicletada e discutindo sobre itinerários, situações de ciclista etc]

3 – A alegria contagia e a bicicletada é capaz de repor essa tão importante característica humana nos áridos espaços cimentados das cidades. [Essa questão do bom humor sempre rende discussões, mas já tentamos fazer algo organizado e que fosse além dos apitos? Poderíamos tentar mais uma vez, com mais barulho do que apitos e mais coisas nas bikes pra chamar a atenção de quem nos vê]

4 – A cerveja é o melhor lubrificante das relações sociais. As melhores bicicletadas sempre terminavam nos butecos. [Fica a critério de quem tem vontade]

5 – Um pouco de burocracia é bem vinda. Por mais que seja um movimento horizontal e ninguém mande em ninguém, nada impede que as pessoas se organizem e dividam tarefas de acordo com as possibilidades e habilidades de cada um. Se ninguém é capaz de realizar alguma das tarefas pretendidas, paciência, ela não será realizada até que alguém apareça em condições para tal. [O dilema coletivo x livre arbítrio, que pode ser visto no nosso caso, nos cartazaes.]

6 – Rotina ajuda a organizar. Todo mundo tem que saber que a bicicletada acontecerá tal dia, em tal local, em tal hora, faça chuva ou faça sol, com uma ou com mil pessoas.

7 – Existe um número virtualmente infinito de panfletos e cartazes. Nada impede que você faça novos, o que não dá é para não ter nada nas mãos. Crie ou copie, tanto faz, mas arme-se de material de divulgação. [Temos de continuar a levar os panfletos, Talvez em um momento específico, talvez no dia, talvez no dia a dia. Mas temos sempre que ter alguns a mão.]

8 – Se você realmente acredita que vale a pena, não desista nunca. Nunca!!! [Esse é o espírito da coisa. Temos que pensar em uma sucesão de fatos que justificam toda última sexta feira do mês, estarmos no mesmo lugar, chamando sempre pessoas novas e passeando pela cidade e mostrando que há uma demanda reprimida para as bikes em Recife e Região Metropolitana]

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Pessoal, esse post mostra situações que devem ser refletidas para que a Bicicletada não morra. Não se pode pensar que o ato contem toda a dose de cicloativismo. Não, há de ser lembrado que a Bicicletada poderia ser o ápice de todas as ações que estão programadas para acontecer durante o mês entre 2 atos.

Acima de tudo, se não houver um momento para unirmos, o Zona Sul que gostaria de usar a bike além de seus passeios noturnos com o trabalhador que já o faz mas de forma insegura, do que adianta todo o esforço de um mês inteiro em comundades, nas ruas e nas pedaladas semanais?

Pensem nisso e não deixemos a Bicicletada parar. Bota no sábado, mas não acabe com a Bicicletada.

Lucio

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